Archive for novembro, 2013


São 4:58 da manhã e eu estou aqui sem sono e com 1003 pensamentos pela cabeça. Me pergunto se isso são horas de estar acordado pensando e repensando sobre a minha vida, acredito que não. A única coisa que me resta fazer é aceitar esse turbilhão de pensamentos e os deixar desenvolverem em suas ordens loucas totalmente fora de ordem. Uma pergunta fica pairando sobre a minha cabeça: Eu realmente sou feliz? Não é que eu me sinta infeliz, muito pelo contrario, tenho os meus momentos de felicidade estonteante, mas em geral a tão sonhada felicidade me parece tão longe, eu até consigo enxergar só que de uma maneira tão turva, é como avistar alguém vindo em sua direção em uma estrada com neblina.

 

Eu sinto a felicidade ao ouvir uma boa musica, sabe quando você esta dirigindo o teu pen drive tocando uma infinidade de musicas novas e de repente você escuta uma e pensa: “Poxa essa realmente é uma musica boa, eu poderia ouvir isso pelo resto da minha vida.” Nesse momento sozinho e dirigindo eu sou e estou feliz, fico sorrindo sozinho e desejando que o momento não termine. Ao mesmo tempo em que eu procuro a felicidade eu estou me agarrando a essa falta dela, não consigo explicar, mas me sinto confortável da maneira que me encontro, de certa forma eu gosto dessa “tristeza” minha, sinto que sou especial por ser assim. E claro que eu me sinto sozinho em grande parte do tempo, sempre que falo sobre a felicidade eu acabo tocando no assunto de estar sozinho (risos), como se o fato de estar alguém vai me deixar feliz (muitos risos). Sei que as coisas não são assim. Tenho consciência de que o fato de estar com alguém não vai mudar totalmente a forma como eu me vejo e me sinto, claro que irá me fazer feliz, mas ainda assim não vou estar 100% comigo mesmo. Mas alguém realmente está?

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Queria ter algum super poder pra tornar as coisas mais fáceis e mais claras na minha cabeça. Tem vezes que eu acho que eu penso mais nas coisas do que a maioria das pessoas e isso faz com que eu me sinta superior a elas de certa forma. Sinto que eu tenho uma capacidade maior de analisar certos fatos e FANTASIAR mais sobre outros assuntos, mas sinto também que isso é a minha graça e desgraça, pois estou sempre esperando que as coisas aconteçam como eu as imagino e não acontecem. Eu continuo sem o poder de mudar as coisas, continuo tendo que engolir o que a vida e as circunstancias me impõem. Acho que uma hora eu me acostumo.

Sabe qual é o problema dos filmes e séries, a gente assiste a um filme se sente tocado pela história e personagens, nos emocionamos e acabamos criando um ideal que só existe na ficção. Esperamos que as coisas na nossa vida siga o mesmo rumo que geralmente segue nos filmes, as cosias não precisam dar certo o tempo todo, mas uma hora ou outra tem que dar. Esperamos por aquele amor arrebatador que virá preencher o vazio que sentimos, esperamos nos sentir completos. Queremos ouvir a musica perfeita no momento certo, eternizar certos momentos e pessoas.  Eu quero tudo isso.

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Quero viver intensamente tudo o que eu posso viver. Quero conhecer coisas novas, quero experimentar coisas novas, quer o ter histórias pra contar quando eu envelhecer, se é que um dia isso irá acontecer. Sempre ouço dizer que os bons morrem cedo, quem sabe esse não é o meu destino. Não, eu não tenho tendências suicidas, nem quero morrer assim tão jovem, mas ninguém sabe o dia de amanhã. Eu tenho os meus pés no chão e não quero morrer cedo, não é que eu tenha medo da morte, a morte é a minha única certeza, mas tenho medo de morrer vazio, morrer com esse sentimento que eu carrego comigo. Sinto que ainda falta algo. Falta aquilo que eu vejo nos filmes, falta o amor, falta o desejo, falta o que eu sei que existe mas que eu ainda não tive o prazer de experimentar.

Antes eu pensava como criança, as coisas que me cabiam eram coisas de crianças, mas esse tempo acabou. Agora eu sou um adulto, penso como adulto e quero coisas que adulto quer. Mas o que isso realmente quer dizer? Quer dizer que eu não posso mais brincar na rua até tarde? Que não posso mais comer um monte de bolo sem me preocupar com o meu peso? Quer dizer que agora eu presto conta por todas as minhas atitudes? Sim, sim e sim.

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As coisas de crianças ficam pra trás, agora é só olhar pra frente, conquistar minhas “coisas” casa, carro, estabilidade financeira e um bom romance. Alguém pra passar os dias ruins e bons. Preciso começar a me preocupar mais com o meu futuro. Sei que pode parecer cedo pensar nessas coisas, mas é que eu vivo com a constante sensação de que eu vou ficar sozinho pra sempre, que eu nunca vou conseguir confiar em alguém de verdade, de que eu nunca vou me entregar de verdade. Vejo os casais felizes e os invejo em silêncio, invejo o fato de que você tem alguém pra passar as tardes de domingo, invejo o fato de você ter alguém pra segurar a sua mão durante um filme de terror, ou ter alguém pra te fazer um carinho até você pegar no sono. Sim, novamente estou fazendo um post de merda super sentimental, mas sinto que preciso colocar pra fora esses pensamentos que estão me angustiando. Eu não passo de um “adulto” medroso e carente.